A fascinante viagem do LusoBEE 2, cápsula instrumentada acoplada a um balão estratosférico desenvolvida pelos alunos Alberto Silva, Alexandre Montecinos, Franscisco Pereira, Guilherme Linhares, Manuel Morais e Rodrigo Sottomayor no dia 6 de junho, terminou em Cabeceiras de Basto, com o castelo de Arnóia no horizonte, após 2 horas de voo.
41.3513; -8.0545 foram as últimas coordenadas transmitidas pela cápsula, conduzindo-nos por caminhos florestais acidentados até ao paraquedas suspenso nas árvores.
Foi uma emoção enorme recuperar a ‘caixinha mágica’ intacta após uma aventura que atingiu 28 km de altitude.
“Onde está o nosso balão? Já chegou a Saturno? É que eu gosto muito de Saturno!” – dizia um pequenino cientista do CLF de cabeça no ar e pensamento sonhador.
A missão desenhada pelo grupo consistiu em captar material particulado [PM] a diferentes altitudes através de um sistema de caixas acopladas à cápsula. Dentro das caixas foram introduzidos amostradores standardizados para recolha de partículas em filtros de quartzo, para posterior análise química, e em lâminas de vidro, para posterior identificação microscópica.
A próxima etapa será identificar como se distribuem estes aerossóis verticalmente assim como perceber a natureza das partículas presentes nos 28 km percorridos pela cápsula.
O LusoBEE 2, desenvolvido em MIP, resulta de uma parceria com o Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), nomeadamente do Professor Sérgio Reis Cunha, promotor do projeto Balões Estratosféricos na Escola (BEE).
Resta-nos agradecer a todos os parceiros do projeto, sem os quais não seria possível o desenvolvimento de um projeto tão complexo e multidisciplinar: ao Professor Sérgio Reis Cunha (FEUP), à Professora Zaida Silva (FEUP) e ao Pedro Cunha, ex aluno do colégio e agora aluno universitário na FEUP, pelo incansável apoio ao longo de todo o processo; à Doutora Regina Duarte, investigadora no Departamento de Química e CESAM da Universidade de Aveiro, pela enorme disponibilidade em acolher as ideias estratosféricas dos alunos do colégio ano após ano; ao Professor Luís Afonso, da Sociedade Portuguesa de Física, pelo trabalho desenvolvido com os alunos semanalmente na aferição da missão e da instrumentação da cápsula.
Esperamos contar com todos numa próxima aventura!










